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Wednesday, March 23, 2005

Estamos á espera...sentados, mas estamos.

Visto que a nova lei da rádio em vigor concede essa abertura nos meios universitários, qual é o mecanismo adoptado, uma vez que não corresponde a um concurso público?

Corresponde a um concurso público. A questão prende-se com a necessidade de frequências disponíveis para o efeito, o que não acontece em muitos pontos do País.
Seria muito interessante, por exemplo, que Lisboa e Porto tivessem uma rádio universitária ligada à universidade de Lisboa ou à universidade do Porto, ou a um conjunto de universidades. A mesma coisa se poderia passar em outras localidades, a questão é haver disponibilidade no espectro rádio-eléctrico.
O que acontece em Faro, e não em outros pontos do País.
Mas uma coisa é uma rádio com potências que interferem na cidade a esse nível. Outra coisa seria usar potências muito reduzidas apenas para os pólos universitários...Exactamente.
O que acontece em Faro é que há uma potência muito baixa, o que permite à rádio escolar abranger a cidade de Faro, mas não mais do que isso. E eu creio que esse cenário talvez fosse - do ponto de vista da academia - o desejável.
Ou seja, uma rádio local que extravasasse as fronteiras do campo universitário e pudesse estreitar uma ligação entre a comunidade e a população académica.
Tudo está dependente de haver ou não frequências disponíveis. Além disso, em caso de carência de frequências, penso que a solução deverá passar por rádios em circuito interno.

*Excerto de uma entrevista dada por Aarons de Carvalho, na altura secretário de Estado para a Comunicação Social, a Helga Nunes e publicada em http://www.ese.ipg.pt/magazine/revista/gplano1.htm




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